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Poesia: Heranças
 
No galope deste tempo
Janeiros venho cruzando
Nos versos ando cantando
As memórias do meu pago
Herança xucra que eu trago
Semente que germinou
Brotando dela querência
No meu peito enraizou.

Trago restos de peleias
Guardados dentro de mim
Notas de algum clarim
Da minha gente farroupilha
Que seus feitos entropilha
Num rodeio de vitórias
Onde a nova geração
Vêm provar o sal da história.

É o grito de liberdade
Desta epopéia bagual
Que perpetuaram o ideal
De luta do nosso povo
E que peleiam de novo
Seguindo a voz da razão
Em defesa dos valores
Que moldaram nosso chão.

As vezes penso e me vejo
No meio de um entrevero
Pois que tem sangue guerreiro
Vive de lança na mão
E vêm calçando o garrão
Sempre agüentando o repuxo
Peleando por liberdade
Neste Rio Grande gaúcho.

Neste setembro fraterno
Que todo ano se ermana
Sintam o calor da chama
Nos quatro cantos do pago
Porque este fogo sagrado
Faz parte de nossa história
Num presente de progresso
E um passado de vitórias.

Pois este xucro legado
É herança que foi deixada
E vêm sendo perpetuada
Geração por geração
Na fraterna comunhão
De um sentimento profundo
Que cruza além das fronteiras
Pra se espalhar pelo mundo.

Nesta semana gaúcha
Atem o zaino no palanque
E no mais cheguem pra diante
Pra tomar um chimarrão
Que o mate da tradição
Pura folha, pura essência
Deixe no sangue e na alma
Gosto de pátria e querência.


Autor: Jorge Luis Lima

 
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